Cirurgia ortognática corrige deformidades e anomalias dos maxilares

É um procedimento complexo e não isento de risco e complicações, por isso exige cirurgião experiente e um ambiente hospitalar seguro, com serviço de anestesia bem alinhado com a duração e as características da cirurgia.

 

Cirurgia ortognática corrige deformidades ou anomalias dos maxilares, ou seja, alterações de crescimento da maxila e mandíbula que podem causar problemas funcionais e estéticos. Para falar sobre essa cirurgia, O jornal da USP ouviu o professor Fernando Melhem Elias, da disciplina de Cirurgia da Faculdade de Odontologia (FO) da USP.

 

Segundo Melhem, esse procedimento pode ser feito quando cessada a fase de crescimento do indivíduo, em casos excepcionais pode ser antecipado, e não existe idade máxima. “Costuma ser necessária quando o encaixe dos dentes não é passível de correção com outros métodos, como, por exemplo, o uso exclusivo de aparelho ortodôntico.”

 

Nos últimos anos, diz o professor, o fácil acesso a informações, com o aparecimento da internet, levou as pessoas a se sentirem mais seguras para tomar a decisão de se submeter ao procedimento, e os novos recursos tecnológicos também influenciaram nessa decisão. Mas alerta que é um procedimento complexo e não isento de risco e complicações, por isso requer experiência do cirurgião, um ambiente hospitalar seguro e um serviço de anestesia bem alinhado com a duração e as características do procedimento.  “Felizmente, esses riscos têm sido minimizados com a experiência profissional e o desenvolvimento dos recursos utilizados.

 

O indivíduo que vai se submeter a uma cirurgia ortognática precisa de um preparo ortodôntico, com planejamento conjunto entre cirurgião e ortodontista, “para corrigir o posicionamento dos dentes e preparo das arcadas para a cirurgia, para que os dentes se encaixem adequadamente durante a cirurgia”. 

Os recursos tecnológicos atuais permitiram uma novidade na cirurgia ortognática, a simulação virtual, com isso pode-se prever no computador detalhes da cirurgia e o paciente visualizar o resultado final. A FO-USP criou um protocolo para as cirurgias ortognáticas, que, atualmente, é utilizado por profissionais de todo o País.

O tratamento de deformidades e anomalias não termina com a cirurgia ortognática em si, após o procedimento o paciente ainda precisa passar por outras etapas. “O paciente será submetido à fase de finalização ortodôntica, onde pequenos ajustes serão feitos para o refinamento da oclusão dentária e, em alguns casos, será preciso também fonoterapia.”

É possível, em alguns casos, prevenir problemas em razão de deformidades e anomalias, para que o paciente não necessite de cirurgia. Para isso, é preciso um conjunto de medidas que começam desde o nascimento e vão até o término do crescimento, e envolve desde amamentação no peito até controle de problemas alérgicos e respiratórios, por exemplo.

O professor Melhem dá algumas dicas para aqueles que vão se submeter a uma cirurgia ortognática: avaliar bem os objetivos do tratamento; escolher a equipe de profissionais de acordo com critérios técnicos; criar  uma atitude mental positiva sobre o tratamento e compartilhar com os familiares. “Esse é um procedimento previsível e eficaz para a solução de vários problemas, mas precisa ser bem indicado e bem realizado. É acessível à maioria da população nos serviços públicos e privados de saúde, onde existem profissionais bem qualificados.”

 

 

 

 

 

Fonte: https://jornal.usp.br/podcast/momento-odontologia-63-cirurgia-ortognatica-corrige-deformidades-e-anomalias-dos-maxilares/

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